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01 Aug 2013 | Sei

Nando Reis

José Fernando Gomes dos Reis, Nando Reis, filho de Cecília Leonel e José Carlos Galvão Gomes dos Reis, nasceu no ano de 1963, na capital São Paulo. Iniciou sua carreira musical como baixista do grupo Titãs, em 1982. A partir daí, se destacou como um dos principais mentores, compositores e cantores da banda, ao lado de Arnaldo Antunes, que deixou a formação em 1992 para seguir carreira-solo, e Paulo Miklos, da formação original dos Titãs.

Desde pequeno adorava tocar violão e compor músicas. Gravou pela primeira vez como cantor duas músicas de sua autoria: “Marvin” (parceria com Sérgio Britto) e “Querem Meu Sangue”. No Titãs é autor de muitas músicas de sucesso como “Os Cegos do Castelo”, “Pra Dizer Adeus” (com Tony Belloto), “Bichos Escrotos” (com Arnaldo Antunes e Sérgio Britto), entre outros. Fora dos Titãs teve músicas gravadas por Marisa Monte (“Diariamente”), Cássia Eller (“E.C.T.”), Cidade Negra (“Onde Você Mora”).

Em 1995, lançou seu primeiro disco solo intitulado “12 de Janeiro”, que teve grande repercussão. Em 1999, destacou-se mais uma vez no cenário musical como produtor do disco de Cássia Eller, “Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo”.

No ano 2000 lançou seu segundo trabalho solo, intitulado “Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro”. O disco foi gravado em Seattle, com o produtor Jack Endino, em três semanas e conta com as participações especiais de Cássia Eller, Rogério Flausino e Peter Buck, guitarrista do R.E.M, que toca bandolim em duas músicas. Com este álbum, firmou-se como um dos principais compositores da música pop brasileira e um dos mais modernos arranjadores e letristas de seu segmento musical.

Em 2002 veio seu terceiro disco, batizado de “Infernal… But There is Still a Full Moon Shining Over Jalalabad”. Nando pensou em fazer um disco ao vivo, e acabou só fazendo “meio ao vivo”, já que o álbum foi feito em estúdio, mas numa só tacada, em meros quatro dias de gravação. Disso tudo saiu um songbook autobiográfico, rústico e empolgado, reunindo canções que ele fez para terceiros e algumas já gravadas por ele mesmo.

No mesmo ano, no dia 9 de setembro, foi anunciada a saída dele dos Titãs “por motivos pessoais” e para cuidar de sua carreira solo.

Em 2003, oficialmente fora dos Titãs, o cantor lança “A letra A”. O disco é recheado de músicas que não caberiam em fase alguma da carreira da antiga banda de Nando. São canções longas, sem refrões definidos nem melodias instantaneamente grudentas e uma sonoridade enxuta, porém vigorosa, quase acústica. Com 12 faixas de sua autoria, ainda se pode ouvir sua versão de “Luz dos Olhos”, música dele, inicialmente gravada por Cássia Eller.

Em 2004 lança o CD e DVD “MTV Ao Vivo – Nando Reis e Os Infernais”. O projeto traz músicas inéditas, covers e sucessos. O projeto reuniu clássicos dos Titãs (“Cegos do Castelo” e “Marvin”), além de músicas gravadas por Cássia Eller (“Relicário” e “All Star”) e J. Quest (“Do seu lado”) e três faixas inéditas. “Dentro do Mesmo Time” ganhou uma versão ao vivo, mas o grande destaque do repertório ficou para “Mantra”, que emplacou como sucesso radiofônico, junto com “Por Onde Andei”. No mesmo ano torna-se colunista do Estadão.

“Sim e Não” é lançado em 2006 e traz mais 12 faixas de composições inéditas do artista. No ano seguinte grava o “Luau Mtv” e segue em turnê num formato metade acústico e metade elétrico até junho de 2009.

Em maio do mesmo ano foi lançado o álbum “Drês” com shows de lançamento em São Vicente, Rio de Janeiro e São Paulo. Também em 2009 lança o livro “Meu Pequeno São Paulino”.

Atualmente é um dos 10 maiores arrecadadores de direitos autorais no Brasil, de acordo com o ECAD, levando em conta músicas tocadas em shows e execuções em rádio (conforme noticiado pela Folha de São Paulo em 7 de Fevereiro de 2009)

Nando tem cinco filhos: Theodoro, Sophia, Sebastião, Zoé e Ismael e é São Paulino.