NANDO REIS

Fui batizado com o nome de José Fernando. Filho de Cecília Leonel e José Carlos Galvão Gomes dos Reis, nascido no dia 12 de janeiro de 1963. Como meus irmãos homens, José Carlos e José Luiz, recebi o prenome de José, que se incumbiria de resumir toda a extensão de minha vocação católica. Minhas irmãs, Marias, se tornaram Cecília e Luiza. Fui batizado, mas não
fiz primeira comunhão.
Na minha casa sempre ouvimos muita música. Minha mãe era professora de violão e meu pai engenheiro. Ela cantava bem, sua voz era linda. Ele era fã de Jorge Ben e de seu primeiro disco: “Samba Esquema Novo”. Meu irmão mais velho, Carlito, me ensinou a ouvir rock’n’roll e comprou o primeiro Rolling Stones que vi: “Between the Buttons”. Minha irmã mais velha, Quilha, me ensinou a tocar violão; me levou também para assistir Barra 72, um show da Gal e do Gil quando ele voltou do exílio. Eu era pequeno. O meu outro irmão, Zeco, era surdo e me ensinou a respeitar o silêncio. A Lulu, a mais nova, excepcional, me ensinou a brincar.

Ganhei o meu primeiro violão da minha Vó Jú quando tinha sete anos. Era um Gianinni pequeno, que eu tinha há até bem pouco tempo. Aprendi os primeiros acordes com as aulas da minha irmã, mas acho que aprendi mesmo a tocar violão quando tirei sozinho todas as músicas do disco de Londres do Caetano. Conseguir tocar as músicas que eu gostava de ouvir me deu uma sensação de satisfação impressionante.
Carlito tinha uma turma de amigos que tinha um grupo de rock. Ensaiavam na garagem da casa do pai do baixista. Eu me lembro de ter ido assistir a alguns desses ensaios e de ter ficado impressionado com os solos do guitarrista. Pedia que ele me ensinasse a solar. Achava muito estranho alguém gostar de tocar baixo. Fui ter aulas de bateria com a professora Arlete. Nunca consegui solar. Acabei sendo baixista.

Em 2002 veio seu terceiro disco, batizado de “Infernal… But  There is Still a Full Moon Shining Over Jalalabad”. Nando pensou em  fazer um disco ao vivo, e acabou só fazendo “meio ao vivo”, já que o  álbum foi feito em estúdio, mas numa só tacada, em meros quatro dias de  gravação. Disso tudo saiu um songbook autobiográfico, rústico e  empolgado, reunindo canções que ele fez para terceiros e algumas já  gravadas por ele mesmo.

No mesmo ano, no dia 9 de setembro, foi  anunciada a saída dele dos Titãs “por motivos pessoais” e para cuidar de  sua carreira solo.

Em 2003, oficialmente fora dos Titãs, o cantor lança “A letra  A”. O disco é recheado de músicas que não caberiam em fase alguma da  carreira da antiga banda de Nando. São canções longas, sem refrões  definidos nem melodias instantaneamente grudentas e uma sonoridade  enxuta, porém vigorosa, quase acústica. Com 12 faixas de sua autoria,  ainda se pode ouvir sua versão de “Luz dos Olhos”, música dele,  inicialmente gravada por Cássia Eller.

Em 2004 lança o CD e DVD “MTV Ao Vivo – Nando  Reis e Os Infernais”. O projeto traz músicas inéditas, covers e  sucessos. O projeto reuniu clássicos dos Titãs (“Cegos do Castelo” e  “Marvin”), além de músicas gravadas por Cássia Eller (“Relicário” e “All  Star”) e J. Quest (“Do seu lado”) e três faixas inéditas. “Dentro do  Mesmo Time” ganhou uma versão ao vivo, mas o grande destaque do  repertório ficou para “Mantra”, que emplacou como sucesso radiofônico,  junto com “Por Onde Andei”. No mesmo ano torna-se colunista do Estadão.

“Sim e Não” é lançado em 2006 e traz mais 12 faixas de  composições inéditas do artista. No ano seguinte grava o “Luau Mtv” e  segue em turnê num formato metade acústico e metade elétrico até junho  de 2009.

Em maio do mesmo ano foi lançado o álbum “Drês”  com shows de lançamento em São Vicente, Rio de Janeiro e São Paulo.  Também em 2009 lança o livro “Meu Pequeno São Paulino”.

No ano de 2010 Nando Reis grava mais um trabalho ao vivo, o CD/DVD “MTV ao vivo Bailão do Ruivão – Nando Reis e Os Infernais” fazendo assim, pela primeira vez, um projeto com músicas que não são de sua autoria.

Atualmente é um dos 10 maiores arrecadadores de  direitos autorais no Brasil, de acordo com o ECAD, levando em conta  músicas tocadas em shows e execuções em rádio (conforme noticiado pela  Folha de São Paulo em 7 de Fevereiro de 2009).

Nando tem cinco filhos: Theodoro, Sophia, Sebastião, Zoé e Ismael e é São Paulino.

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Discografia


Nando Reis e Os Infernais – MTV Ao Vivo: Bailão Do Ruivão – 2010 

É o seu terceiro CD/DVD ao vivo e o nono albúm da carreira do cantor que trás pela, primeira vez, músicas que não são de sua autoria com o objetivo de mostrar canções que cairam em seu gosto. Gravado na casa de show Carioca Club em São Paulo-SP nos dias 10 e 11 de agosto ele conta com as participações especiais de Joelma e Chimbinha (Banda Calipso) na “Chorando se foi”, Banda Zafenate (da qual seu filho Theodoro Reis faz parte) na “Could you be loved?” e Zezé de Camargo e Luciano nas faixas “Você Pediu e eu já vou daqui” e “Do seu Lado”.
“Pela primeira vez vou gravar um disco com músicas que não são de minha autoria. E que, no entanto, são tão minhas porque fazem parte da estruturação de minha personalidade, do meu gosto e da minha particularíssima formação musical”, resume Nando Reis.

Nando Reis e Os Infernais – Drês – 2009

Drês, a palavra usada por Nando Reis para batizar seu oitavo disco solo, inexiste no dicionário. É uma junção (criada pelo artista) de Dri – apelido de sua ex-namorada, a publicitária Adriana Lotaif – com três. Pode parecer sem sentido, mas a relação amorosa de Nando com Adriana inspirou algumas das 12 inéditas que compõem o repertório inteiramente autoral de Drês, bom álbum que – na concepção de Nando – fecha trilogia romântica iniciada com A Letra A (2004) e prosseguida com Sim e Não (2006).
O álbum, além de ter canções feitas para ela, também aborda temas como sua filha Sophia e a perda de sua mãe Cecília, falecida em 1989: um trabalho praticamente autobiográfico. Destaques para o ‘single’ “Ainda Não Passou”, “Conta”, uma homenagem à mãe Cecília, “Só Pra So”, dedicada à filha Sophia e para “Pra Você Guardei o Amor” com participação de Ana Cañas.

Nando Reis e Os Infernais – Luau MTV – 2007

Inicialmente seria gravado para o programa Luau MTV mas logo veio a idéia de produzir um CD/DVD. O ruivo decidiu montar um repertório com as músicas de seus discos anteriores  e duas inéditas (“Tentei Fugir” e “Negra Livre”) além de contar com a participação especial de muitos convidados (Andreas Kisser em “Monóico”, Andréa Martins em “Luz dos Olhos”, Negra Li em “Negra Livre” e Samuel Rosa em “Eu e a felicidade” e Resposta).
Gravado na Praia Vermelha em Ubatuba-SP no dia 21/01/2007 o DVD marca a estréia das queridas backing vocals Micheline Cardoso e Juju Gomes.
Com este disco Nando Reis mostrou o que é necessário para se fazer um ótimo Luau: amigos reunidos, violão e um punhado de hits.
“Juntar um bando ao redor de umas canoas espalhadas na areia só fica bom quando se tem música que a gente sabe de cor pra poder sair cantando”, explica.


Nando Reis e Os Infernais – Sim e Não – 2006

Neste trabalho, Nando Reis mergulhou num universo sentimental que tudo permite, de valsa a brega, mas sempre com seu estilo folk-rock-pop, colocando em foco o amor, em todas as suas versões: relação homem e mulher, amor pela liberdade, pelo país, paterno e até a dor-de-cotovelo.
“Espatódea” é uma belíssima canção em forma de amor paterno, na qual Nando Reis descreve a importância de ter como filha uma ruivinha que é a sua razão de viver, Zoe. Já nas canções “N” e “Sou Dela”, ele declara o amor por sua esposa, Nani.
É interessante ver a forma como ele coloca o assunto sem medo da exposição ou do ridículo e sem preconceitos. Basta ouvir as canções “Pra Ela Voltar”, que retrata a dor de quem ama ou “Ti Amo”, última faixa do CD, que é uma valsa, mas com um arranjo bem diferente.

Nando Reis e Os Infernais – MTV Ao Vivo  2004

Gravado entre os dias 19 e 21 de junho de 2004, em Porto Alegre, o disco traz grandes sucessos da carreira de Nando Reis, como “Marvin”, “A Letra A” e “O Mundo é Bão, Sebastião”. Há também a regravação de “Não Vou Me Adaptar”, de Arnaldo Antunes.
O disco também foi lançado em DVD, com cenas dos bastidores e entrevista com Nando Reis, além de duas canções exclusivas (”Dessa Vez” e “Me Diga”), regravações de “Sangue Latino”, dos Secos & Molhados, e “My Pledge of Love”, de Joe Stafford Jr., tendo como incidental “Fogo e Paixão”, sucesso do cantor Wando.
O disco  marcou a despedida do baterista João Viana, filho do cantor Djavan, que voltaria a tocar com o pai. Mais tarde, seria substituído por Diogo Gameiro, que fez participação especial na canção ”Quase que Dezoito”.

Nando Reis – A Letra A – 2003

Gravado em 2003, é o quarto álbum da carreira solo de Nando Reis e o primeiro a ser lançado depois que ele saiu do grupo Titãs.
Nando Reis assina todas as faixas do CD, com letras fortes com assuntos pessoais, em uma das letras, o refrão cita: “se o mundo combinar felicidade e tristeza dentro do mesmo time…” referendo-se ao momento em que esta compondo em um hotel em copacabana, onde eram recentes os falecimentos dos amigos Marcelo Frommer e Cássia Eller.
Este álbum conta com a banda “Os Infernais” composta por Alex Veley, Barrett Martin, Felipe Caimbra e Carlos Pontual.
CD produzido pelo próprio Nando Reis, gravado e mixado por Carlos Bartolini e com direção artística de Max Pierre.

Nando Reis – Infernal – 2002

O terceiro álbum solo de Nando Reis.
Gravado e lançado em 2001, o álbum traz várias músicas compostas por ele e já bastante conhecidas na voz de artistas como Cássia Eller, Marisa Monte, Skank, Cidade Negra, além de canções como Marvin, consagrada pela banda Titãs. Em setembro do mesmo ano, Nando Reis deixou o grupo Titãs para se dedicar somente à carreira solo.

Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro – 2000

O segundo álbum gravado por Nando Reis.
Conta com todas as músicas de sua autoria, incluindo faixas dedicadas,  como “All Star” que foi feita para Cássia Eller e “O Vento Noturno Do Verão” feita para Gal Costa.
Como na época ainda não possuia uma banda própria, Nando Reis contou com a participação de de Walter Villaça na guitarra, Fernando Nunes no contra-baixo, Alex Veley nos teclados e Martin Barret no acordeon, bateria e percussão para realizar a gravação do disco.

12 de Janeiro – 1995

12 de Janeiro é o primeiro álbum solo de  Nando Reis. Gravado em 1994 e lançado em 1995 nos Estúdios Cia dos Técnicos  RJ,  por Mauro Bianchi.
O título do álbum faz referência ao dia do aniversário de Nando Reis.

 

 


 

 


 

Sobre o Nando Reis

José Fernando Gomes dos Reis, Nando Reis, filho de Cecília Leonel e José Carlos Galvão Gomes dos Reis, nasceu no ano de 1963, na capital São Paulo. Iniciou sua carreira musical como baixista do grupo Titãs, em 1982. A partir daí, se destacou como um dos principais mentores, compositores e cantores da banda, ao lado de Arnaldo Antunes, que deixou a formação em 1992 para seguir carreira-solo, e Paulo Miklos, da formação original dos Titãs.

Desde pequeno adorava tocar violão e compor músicas. Gravou pela primeira vez como cantor duas músicas de sua autoria: “Marvin” (parceria com Sérgio Britto) e “Querem Meu Sangue”. No Titãs é autor de muitas músicas de sucesso como “Os Cegos do Castelo”, “Pra Dizer Adeus” (com Tony Belloto), “Bichos Escrotos” (com Arnaldo Antunes e Sérgio Britto), entre outros. Fora dos Titãs teve músicas gravadas por Marisa Monte (“Diariamente”), Cássia Eller (“E.C.T.”), Cidade Negra (“Onde Você Mora”).

Em 1995, lançou seu primeiro disco solo intitulado “12 de Janeiro”, que teve grande repercussão. Em 1999, destacou-se mais uma vez no cenário musical como produtor do disco de Cássia Eller, “Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo”.

No ano 2000 lançou seu segundo trabalho solo, intitulado “Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro”. O disco foi gravado em Seattle, com o produtor Jack Endino, em três semanas e conta com as participações especiais de Cássia Eller, Rogério Flausino e Peter Buck, guitarrista do R.E.M, que toca bandolim em duas músicas. Com este álbum, firmou-se como um dos principais compositores da música pop brasileira e um dos mais modernos arranjadores e letristas de seu segmento musical.

Em 2002 veio seu terceiro disco, batizado de “Infernal… But There is Still a Full Moon Shining Over Jalalabad”. Nando pensou em fazer um disco ao vivo, e acabou só fazendo “meio ao vivo”, já que o álbum foi feito em estúdio, mas numa só tacada, em meros quatro dias de gravação. Disso tudo saiu um songbook autobiográfico, rústico e empolgado, reunindo canções que ele fez para terceiros e algumas já gravadas por ele mesmo.

No mesmo ano, no dia 9 de setembro, foi anunciada a saída dele dos Titãs “por motivos pessoais” e para cuidar de sua carreira solo.

Em 2003, oficialmente fora dos Titãs, o cantor lança “A letra A”. O disco é recheado de músicas que não caberiam em fase alguma da carreira da antiga banda de Nando. São canções longas, sem refrões definidos nem melodias instantaneamente grudentas e uma sonoridade enxuta, porém vigorosa, quase acústica. Com 12 faixas de sua autoria, ainda se pode ouvir sua versão de “Luz dos Olhos”, música dele, inicialmente gravada por Cássia Eller.

Em 2004 lança o CD e DVD “MTV Ao Vivo – Nando Reis e Os Infernais”. O projeto traz músicas inéditas, covers e sucessos. O projeto reuniu clássicos dos Titãs (“Cegos do Castelo” e “Marvin”), além de músicas gravadas por Cássia Eller (“Relicário” e “All Star”) e J. Quest (“Do seu lado”) e três faixas inéditas. “Dentro do Mesmo Time” ganhou uma versão ao vivo, mas o grande destaque do repertório ficou para “Mantra”, que emplacou como sucesso radiofônico, junto com “Por Onde Andei”. No mesmo ano torna-se colunista do Estadão.

“Sim e Não” é lançado em 2006 e traz mais 12 faixas de composições inéditas do artista. No ano seguinte grava o “Luau Mtv” e segue em turnê num formato metade acústico e metade elétrico até junho de 2009.

Em maio do mesmo ano foi lançado o álbum “Drês” com shows de lançamento em São Vicente, Rio de Janeiro e São Paulo. Também em 2009 lança o livro “Meu Pequeno São Paulino”.

Atualmente é um dos 10 maiores arrecadadores de direitos autorais no Brasil, de acordo com o ECAD, levando em conta músicas tocadas em shows e execuções em rádio (conforme noticiado pela Folha de São Paulo em 7 de Fevereiro de 2009)

Nando tem cinco filhos: Theodoro, Sophia, Sebastião, Zoé e Ismael e é São Paulino.

1 comentário em “Sobre o Nando Reis”

  1. Acid reflux disease, sometimes called gastro-esophageal reflux disease, or GERD, comes about consequence of the coexistence of two diseases. The first acid reflux disease contributing condition is a retrograde flow of stomach contents into the esophagus. That said, the reflux itself does not always lead to gastro-esophageal reflux disease symptoms or histologic changes, and can appear among in shape people as well. In this situation, the process is referred to as “physiologic gastroesophageal reflux”.

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