CHEVROLET HALL BH-MG (25/03)

Poucas vezes foi tão difícil escrever um texto. É segunda-feira, três dias após o show, e nada do que tento colocar no papel parece traduzir exatamente a noite de estréia do Bailão do Ruivão em Belo Horizonte. Transformar as sensações em palavras parece meio vago, descrever apenas parece meio frio demais. Mas vamos aos fatos…

Mais de 200 quilômetros de estrada, três horas e meia de viagem, mais algumas horas de espera até o show e muita ansiedade. Ao chegar ao Chevrolet Hall, eu, assim como o restante da imprensa que cobriria o show, fomos encaminhados para a área destinada para fotografarmos as três primeiras músicas do show, conforme é determinado pela produção de Nando Reis.

Assim foi feito. Eu, uma profissional de jornalismo fã do Ruivão, ou, naquela circunstância, única e tão somente fã, ali, tão pertinho, mal conseguia ligar a bendita câmera quando Nando entrou no palco, às 22:32, agitando o público ao som de ‘Venus’. Em seguida, ‘Agora só falta você’ e ‘Sou dela’.

Ao fim das três primeiras canções, foi então solicitado que toda a imprensa se retirasse da área. Saímos e fomos informados que não poderíamos voltar ao show. Desespero. Acho que foi isso que senti nessa hora. rs. Seria no mínimo um crime, uma injustiça absurda deixar o show do Nando após ter assistido apenas três músicas.

Mesmo sob protestos dos demais fotógrafos, teríamos que aguardar para saber se seria possível a nossa volta. Enquanto isso, o show acontecia e eu estava perdendo boa parte. Depois de fazer um drama gigante pra convencer o segurança a deixar que eu assistisse ao show, consegui voltar. rs. Quanto ao restante dos colegas da imprensa, ainda não soube se eles retornaram ou se tiveram mesmo que ir embora do Chevrolet Hall.

De volta à arena, já havia perdido pelo menos meia hora do show. Cheguei a tempo de ouvir ‘Luz dos Olhos’ e a perfeita ‘No Recreio’.

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