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01 Aug 2013 | Sei

Fã Clube Nando Reis

SÃO LUÍS-MA (02/04)

São exatamente 3:15 da madrugada. Em São Luís –MA, chove torrencialmente. Chuva esta que começou um pouco depois da meia noite. Um pouco depois da entrada do Nando Reis no palco da Batuque Brasil.

Descrever esse show em uma palavra?? INDESCRITÍVEL!! Mas aí não existiria texto!

Vou fazer uma pequena contextualização: São Luís, ilha dos amores, do reggae, Atenas brasileira. Cidade pequena com aproximadamente 1 milhão de habitantes onde a cultura se faz presente nas ruas históricas do Centro, mas que [in]felizmente tem em seus habitantes o gosto musical direcionado a batucadas do axé, pagode e forró. Shows de pop rock, rock e os demais do gênero, levam uma parcela menor (mas considerável) ao delírio. Por esse motivo, normalmente esse tipo de show acontece em locais menores, como foi o caso da (casa de shows) Batuque Brasil! De qualquer lugar que você esteja na Batuque, você estará próximo ao seu artista favorito!

Bem, agora comecemos pelo começo: Céu limpo, manhã de sol. Pensava-se que a noite ia ser de luar e estrelas. Engano! As nuvens já se formavam no céu. Os olhos ansiosos revezavam sua direção entre o palco semi iluminado com os staff’s e o céu azul escuro rosado. O DJ tocava só as “pedras” esperando a chegada do Nando ao palco e de minuto em minuto cutucava a ansiedade geral com anúncio de uma “entrada em breve”.

Eis que a última pedra foi tocada e anunciou-se a entrada do “Bailão do Ruivão”. Delírio geral! Até então a chuva fazia seus gracejos derramando algumas gotas para aumentar o calor e a euforia da galera.

Sem um “Boa Noite, São Luís!”, Nando entra de cara com Vênus: pulos e mais pulos, gritos e mais gritos. Mais duas músicas e o tão esperado “papo com a platéia” começa. Devaneios da madrugada são proferidos como se todos ali tivessem a capacidade de compreender cada palavra. Não compreenderam as palavras, mas o sentido foi absorvido! Palmaas! Arrepios! Mais música!

Pessoas beijando ao som de “N”, chorando em “Relicário”, saudades com “All Star”. Uma introdução com Wando pra tocar Whisky a Go go! Uma versão de “Você não vale nada” depois de “Severina Xique- Xique”. Arranjos de músicas Bregas levaram ao delírio uma galera jovem que muito provavelmente mudaria a estação de rádio se começassem a tocar na versão original dos próprios cantores. E sabiam a letra de cor…

E chuvaa! Chuva! Chuuvaa!! Aqui houve o processo de seleção natural. No começo da chuva, algumas pessoas evadiram para a pequena parcela do ambiente coberta. Os fracos! Os fortes, os fãs enfrentaram! Sem medo de não conseguir voltar pra casa [porque táxi não transporta pessoas molhadas], de ter crises de garganta, gripe. Nada tirou os verdadeiros fãs daquele meio chuvoso. Show que é show, tem que chover!!

Começa uma introdução conhecida. É Marvin, a última do show. Pensávamos. Eu sempre odiei o “bis” de qualquer show, por que tenho muito medo que aconteça alguma coisa com o cantor lá atrás e ele não volte pra cantar, o que frustraria minhas expectativas. E o Nando, particularmente, estava um pouquiiiiinho alterado. Enfim, ele surge no palco, apenas com o violão, colocando muitos marmanjos pra chorar com “Pra você guardei o amor”. E chuuuva! Por fim, a multidão foi tomada pelo hino que mandava os bichinhos de pelúcia tomar nas cucuias. “Bichos escrotos” encerrou com chave de outro e chuva de papel laminado esse grande espetáculo da música nacional!

Muito simpático em cima do palco, Nando mandou beijos, apontou para as pessoas dizendo que elas não valiam nada, fez poemas ao apresentar os integrantes da banda, dançou com toda a sensualidade de um magrela ruivo e fez coreografias com as back vocal’s. Respondeu a todas as expectativas de quem esperava um show na ilha a mais de 3 anos.

Agora mudei. Descrever esse show em uma palavra?? PERFEITO!

Texto enviado ao fã clube por: Mariana Pedrosa

Veja fotos: AQUI

5th abril, 2011

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