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01 Aug 2013 | Sei

Fã Clube Nando Reis

NANDO REIS E TAKAI: “MÚSICO E CRONISTA” (19/04)

NANDO REIS E TAKAI: “MÚSICO E CRONISTA” (19/04)

Divertido e informal, o debate músico e cronista, com Fernanda Takai e Nando Reis, esteve mais para sessão de tietagem do que propriamente uma conversa temática. Intermediadas pelo músico e professor Clodo Ferreira, as declarações de amor chegavam ininterruptamente. “Abriremos uma barraca de beijo ao final”, brincou a vocalista do Pato Fu. Entre comentários sobre a trajetória artística, ambos relembraram seus tempos de cronistas. Nando Reis colaborou com os cadernos esportivos dos jornais Folha de S.Paulo e Estado de S. Paulo (e afirma ter sido demitido nas duas vezes). Já Fernanda escreveu peridocamente para os jornais Estado de Minas e Correio Braziliense.

Autor da letras consagradas pelo público, como Segundo Sol, gravada por Cássia Eller, e coautor de alguns dos maiores sucessos dos Titãs, como Bichos Escrotos e Polícia, Nando Reis se recusou a assumir o título de poeta. “Acho um pouco presunçoso. Não me considero um poeta e não publicaria como poesia o que escrevo para ser musicado”. Mas ele só demonstrou certa irritação ao ser perguntado se as músicas que compõe estão deixando de ter o apelo da crítica social, que marcou o início da carreira dele, para virar uma obra mais “comercial”.

“Não escrevo porque não tenho mais saco para escrever sobre estes assuntos [crítica social]. Não me interessa e acho que não resolve nada. Já escrevi, fui criticado, censurado, só não fui preso por que não nasci dez anos antes, mas, hoje, o que me interessa é o indivíduo”.

“Deixei de publicar a coluna porque estava escrevendo muito mais do que compondo e decidi me dedicar mais à música. Acho essencial que esses espaços para poesias e crônicas sejam mantidos pela imprensa. Eles são respiradouros dentro do jornal”, afirma ela. “Nas duas ocasiões escrevi para os cadernos de Esportes, mas com foco muito mais voltado para a paixão pelo futebol do que propriamente para a análise do jogo”, relatou o cantor. A dupla, que encerrou o encontro fazendo um dueto improvisado, admitiu cultivar o hábito da leitura desde a infância.

Mais tarde, em entrevista coletiva, Nando Reis disse que deveriam existir mais bienais no Brasil. “Num país abienal, precisa repensar a importância de desenvolver eventos como este”.

Fernanda Takai, falou aos jornalistas ao meio de dezenas de leitores numa enorme fila, a espera de um autógrafo. “É importante a bienal. Ela estimula as pessoas a ler mais e mais”, falou.

20th abril, 2012

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