
Tarde de sexta-feira 13. Saímos mais cedo do trabalho, buscamos Ana Clara na escolinha, e começa a maratona: banho, lanchinho, pegar a estrada… e lá fomos nós mais uma vez para um show ruivo. Show do Nando Reis, aqui pertinho em Itajaí, sempre tem um sabor especial, e a tarde anunciando chuva: perfeito.
Logo que ele chegou ouvimos a voz tão conhecida chamando: Ana Clara… E a simpatia pura, bem peculiar da sua personalidade. A noite caiu lentamente, tendo o porto como cenário, o cinza pareceu cromático como nunca, contrastante com as luzes coloridas. O anoitecer parecia saber da chegada dele e celebrou com chuva.
Sempre gostei da espera antes do show, o visual do palco, a movimentação da equipe para tudo estar perfeito, os olhares brilhantes de expectativa. O Nando conseguiu chegar no estágio desejável para qualquer artista, sua música transforma o abstrato em concreto, conquista homens e mulheres, e dessa vez também muitas crianças, ele tem o poder de tornar a alma leve, renovada e cheia de sonhos.
E ele entra no palco, e naquele instante começa a magia do show. Nando tem um colorido especial, brilho no olhar, estilo e características próprias. A realidade do momento, a lágrima que teimava em cair pelas agruras do dia, e a emoção passa a ser sentida através dos sentidos, ouvindo os acordes, acalmando o coração!
O set list foi perfeito, e de quebra algumas músicas do disco novo, que pela prévia está lindo.
O momento único, ele desce do palco, e o seu gesto falou mais que mil palavras, me deixou emocionada e feliz, com um sentimento de gratidão dentro do peito. Amei a surpresa!
Um show do Nando, traz paz e aconchego, acho que essa é a razão de tantas pessoas se identificarem com suas músicas, por elas serem múltiplas, sensíveis, cromáticas, lúdicas, com uma beleza terna e eterna.
E quando acaba cada um vai seguindo seu caminho, suas músicas como pano de fundo, sonhos visíveis em cada rosto, cantarolando a vida, o cotidiano, as decepções, as esperas, alegrias e tristezas, traduzindo sentimentos por vezes desencontrados.
E hoje é dia de celebrar a vida! Valeu Nando!
Por: Lucinéia Hadlich
Divertido e informal, o debate músico e cronista, com Fernanda Takai e Nando Reis, esteve mais para sessão de tietagem do que propriamente uma conversa temática. Intermediadas pelo músico e professor Clodo Ferreira, as declarações de amor chegavam ininterruptamente. “Abriremos uma barraca de beijo ao final”, brincou a vocalista do Pato Fu. Entre comentários sobre a trajetória artística, ambos relembraram seus tempos de cronistas. Nando Reis colaborou com os cadernos esportivos dos jornais Folha de S.Paulo e Estado de S. Paulo (e afirma ter sido demitido nas duas vezes). Já Fernanda escreveu peridocamente para os jornais Estado de Minas e Correio Braziliense.
Autor da letras consagradas pelo público, como Segundo Sol, gravada por Cássia Eller, e coautor de alguns dos maiores sucessos dos Titãs, como Bichos Escrotos e Polícia, Nando Reis se recusou a assumir o título de poeta. “Acho um pouco presunçoso. Não me considero um poeta e não publicaria como poesia o que escrevo para ser musicado”. Mas ele só demonstrou certa irritação ao ser perguntado se as músicas que compõe estão deixando de ter o apelo da crítica social, que marcou o início da carreira dele, para virar uma obra mais “comercial”.
“Não escrevo porque não tenho mais saco para escrever sobre estes assuntos [crítica social]. Não me interessa e acho que não resolve nada. Já escrevi, fui criticado, censurado, só não fui preso por que não nasci dez anos antes, mas, hoje, o que me interessa é o indivíduo”.
“Deixei de publicar a coluna porque estava escrevendo muito mais do que compondo e decidi me dedicar mais à música. Acho essencial que esses espaços para poesias e crônicas sejam mantidos pela imprensa. Eles são respiradouros dentro do jornal”, afirma ela. “Nas duas ocasiões escrevi para os cadernos de Esportes, mas com foco muito mais voltado para a paixão pelo futebol do que propriamente para a análise do jogo”, relatou o cantor. A dupla, que encerrou o encontro fazendo um dueto improvisado, admitiu cultivar o hábito da leitura desde a infância.
Mais tarde, em entrevista coletiva, Nando Reis disse que deveriam existir mais bienais no Brasil. “Num país abienal, precisa repensar a importância de desenvolver eventos como este”.
Fernanda Takai, falou aos jornalistas ao meio de dezenas de leitores numa enorme fila, a espera de um autógrafo. “É importante a bienal. Ela estimula as pessoas a ler mais e mais”, falou.
“Rapaz, que saudade de feijão com arroz!”. O desabafo do cantor e compositor Nando Reis foi feito no mês passado, em um charmoso restaurante de frutos do mar em Seattle, no extremo noroeste dos Estados Unidos.
Ele estava então em sua sexta e última semana consecutiva na gelada cidade norte-americana, para onde levou sua banda para trabalhar com o produtor Jack Endino, mítica figura do lugar.
A reportagem é de Thales de Menezes, publicada na edição desta segunda da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha).
Endino foi peça essencial no movimento grunge, rock de guitarras nervosas que estourou na cidade no início dos anos 1990 com Nirvana, Mudhoney, Soundgarden, Green River (que depois daria origem ao Pearl Jam) e Screaming Trees.
Não por coincidência, todas essas bandas tiveram discos produzidos por Endino, que, na década de 90, veio ao Brasil começar várias produções de álbuns dos Titãs.
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Sábado chuvoso mas, todos os caminhos me levam a São Francisco do Sul, Litoral norte da bela Santa Catarina.
Na chegada do evento posso ouvir uma voz familiar, o nosso querido Ruivão fazendo a passagem de som. A chuva dá uma trégua, um sinal claro que aquela noite prometia grandes emoções. Com um atraso de 30 minutos os portões da 24º Festilha se abrem e graças a uma organização exemplar, garantem o meu lugar na área VIP, um local invejável apenas dois metros me distanciavam do palco.
As 21h20min uma movimentação no palco anuncia que o grande momento estava próximo. Vinte minutos depois é anunciada a entrada de Nando Reis e Os Infernais ao palco. Os pêlos do corpo se arrepiam, aquele clássico frio na espinha se aflora. Sim, era ele! Com seu jeans velho, uma camisa entre aberta, óculos escuros, uma marca registrada do artista. Sem dizer uma palavra começa a tocar em alto e bom som a dançante “Sou Dela” e faz a galera pular e cantar em polvorosa. A energia contagia todo lugar. Com um sorriso largo no rosto ele deseja a todos uma boa noite e diz: “Espero que com as nossas canções possamos trazer uma noite de muita alegria a todos vocês”. E sim meus caros amigos ele cumpriu a promessa, a cada acorde de seu velho violão Martin & Co, dono de um timbre único.
Os sucessos não paravam, “O mundo é bão Sebastião” deu o gancho para o hit “Do seu lado”. Um ponto alto do show foi “Fogo e Paixão”, onde até quem não falava cantava a plenos pulmões. Pra acalmar o clima que estava muito quente, Nando toca voz e violão, “ Declaração de Amor”, música recém gravada para o disco que ainda esta por vir. Uma das minhas favoritas a música “N”, vem logo depois do clássico “Não vou me adaptar”.
Era impossível parar de cantar e gritar com o “Ruivão” pulando de um lado para o outro, exalando uma alegria e energia simplesmente ímpar, interagindo com o público de idades variadas, com crianças carregadas por seus pais para ver o ídolo que transcende gerações. O set list muito bem elaborado não deixou de lado grandes hits: “Luz dos olhos”, “All Star”, “Por onde andei”, “Os Cegos do Castelo”. Nando também nos brindou com mais uma das suas novas canções “ Sei”.
Nando convida um de seus roudies para assumir o seu violão e tocar com ele a belíssima “O segundo Sol” enquanto dançava loucamente de uma forma sensual pelo palco, interagindo corpo a corpo com o público que olhava para o cantor sem acreditar no que via. Ali estava um músico entregue totalmente aquela canção, aquele momento, aquela noite.
A noite termina em grande estilo com a rebelde “Bichos Escrotos”. Enfim a noite de 14 de Abril de 2012 ficará gravada na minha memória e na história da cidade de São Francisco do Sul como uma das experiências mais surreais já vivida. Após o termino do show, sou agraciado pela equipe com o Set List do show e uma palheta usado pelo querido Ruivão.
Obrigado
Michel Fernandes
Com 20 anos de estrada e 4 discos nas costas, os baianos do Cascadura se preparam para o lançamento de seu quinto filhote. Batizado de Aleluia, o álbum será duplo, contando com 22 inéditas!
O novo trabalho será disponibilizado pra download gratuito no dia 8 de maio, via fanpage da banda no Facebook. A versão física sai logo depois, com distribuição via Garimpo Música.
Além de marcar a volta da banda, que não lança nada desde 2006, Aleluia também se destaca pelo seu time invejável de participações especiais. Emprestaram seus talentos ao álbum nomes como Letieres Leite e sua Orkestra Rumpilezz, Móveis Coloniais de Acaju, Pitty, Siba Veloso, Mauro Pithon, Jorge Solovera, Gabi Guedes, Paulo Rios Filho, Ronei Jorge, Nando Reis, Beto Bruno (Cachorro Grande) e Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio).
ANTECIPANDO AS MÚSICAS DO ALELUIA – Nº 11
“Nunca Imaginei”
Fábio relata: “É um verdadeiro privilégio apresentar essa canção. E por muitos motivos. Ela ficou guardada um monte de tempo, sem que eu tivesse coragem de escrever uma letra pra ela. Justamente por achá-la muito bonita… Ela guarda uma das referências das quais gosto: Beach Boys! Nela, eu gravei baixo (um dos poucos instrumentos que gravei no ‘Aleluia’) de um jeito que sempre quis fazer: ao modo Carol Kaye, a mulher que executou os surpreendentes baixos do disco ‘Pet Sounds’ da banda de Pasadena.
O detalhe da letra (e parte da melodia) dessa canção se resolveu quando recebi um e-mail de retorno de meu querido amigo Nando Reis aceitando participar dela em parceria! Enviei uma demo (pouco caprichada, confesso) com o esboço dela, em voz e violão, e solfejando uma melodia que quase desaparecia (ainda vou achar essa bendita demo aqui…). Ele pegou isso e mandou versos definitivos que deram consistência à paisagem da canção, dirigindo-se ternamente à Bahia, algo que eu queria fazer, mas estava encontrando grande dificuldade em realizar. Não por desgostar dela… Pelo contrário: por amá-la! Por isso tudo, tornou-se justo que ‘Nunca Imaginei’ esperasse tanto tempo…”
Com ingressos esgotados e um show cheio de surpresas Nando Reis fechou neste sábado (31/03) mais uma edição do Verão do Morro, evento carioca que acontece todo ano no Morro da Urca (RJ).
O espaço que conta com uma vista maravilhosa estava super organizado e decorado tematicamente esperando a noite começar… E só começou MESMO ás 00:45 quando Nando Reis e Os Infernais entraram no palco iniciando assim a grande festa!
O espetáculo nem tinha começado e já se percebia uma diferença… Era a falta do Infernal Alex Veley (teclado) que não estava presente por estar recuperando-se de um retrovirus, fato este explicado por Nando logo que chegou ao palco.
Após conversar com o público, o show e a surpresa: O Ruivão inicia com uma de suas músicas novas chamada “Pré-Sal”, onde ele a estava apresentando pela primeira vez ao vivo para um público. A música, que tem uma levada rock, ficou ótima! Muito alto astral! Para quem ainda não viu e ouviu confira AQUI.
Seguindo o baile, Nando continuou cantando seus sucessos como “All Star”, “Os Cegos do Castelo”, “Luz dos Olhos”, “N” e outras. Ele com certeza estava MUITO feliz de estar ali! Brincava com suas performances sensuais, mostrava a língua pra platéia, sorria e, para delírio das meninas, até tirou a camisa… Sem dúvida estava se divertindo!
Vale ressaltar que, além de “Pré-Sal, o ruivo cantou mais duas músicas de seu CD novo. Uma que ele já vinha mostrando em seus shows chamada “Sei” e a outra chamada “Pra quem não vem” que foi uma apresentação inédita também. Presentão pra galera, né? =)
A noite, que passou tão rápida, termina ao som de “Bichos Escrotos” e com aquela sensação de saudade e quero mais… Sem dúvida foi um show especial em um lugar especial. É como a menina falava durante o show: “Nando, RJ te ama!”
OBS: Alex, melhoras para ti! Faltou você lá com sua dança junto ao teclado…
Raoni Silva – Equipe, fã clube Nando Reis