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01 Aug 2013 | Sei

Fã Clube Nando Reis

Nando Reis ´Queria alargar fronteiras`

Desde que saiu dos Titãs para se dedicar à carreira solo, em 2002, Nando Reis se distancia aos poucos do trabalho do grupo, com quem gravou 14 álbuns em 20 anos. Em Bailão do Ruivão, o paulista se despe de preconceitos e rompe com suas referências, deixando os fãs até meio perdidos. Para a gravação do DVD, em São Paulo, convidou Joelma e Chimbinha, do Calypso, e a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, além de Zafenate, banda de reggae de seu filho Theodoro.

O repertório inclui Chorando se foi, Whisky a go go, Lindo balão azul, Frevo mulher e até Você não vale nada. ´As pessoas reagiam como se houvesse da minha parte uma certa ironia, como se eu tivesse tirando um sarro. Eu gosto legitimamente`, garante Nando. Claro que os arranjos são diferentes. A batida do rock se faz presente em todas elas. De seu repertório, somente as mais conhecidas e animadas, que ´poderiam estar em qualquer bailinho`.

Diário de Pernambuco – Como tem sido a trajetória do Bailão do Ruivão?
Nando Reis – O show ainda está bem no começo. É muito diferente de tudo que já fiz, porque tem muita música que não é minha, diferente do que eu toco. O show ficou legal, gostoso, engraçado. As pessoas riem, conhecem tudo. A graça desse projeto é apresentar parte do que gosto, do que me influencia, mas não é esperado pelo público pelas músicas que todo. Queria alargar fronteiras.

Diário de Pernambuco – O título é Bailão do Ruivão. Você teve a preocupação de deixar as músicas dançantes na hora de compor?
Nando Reis – Eu acho que isso sempre aconteceu nos meus shows, mesmo com as músicas lentas. Não foi uma preocupação específica. O que eu queria era que ficasse legal, divertido.

Diário de Pernambuco – Já está pensando em outro projeto de disco, talvez de inéditas?
Nando Reis – Agora não. Estou totalmente voltado para o Bailão.

Diário de PernambucoPara a gravação do Bailão foram convidados artistas bem inesperados. Como foi essa escolha?
Nando Reis – Fazia parte de apresentar outro tipo de relação com a música. Escolhi por gosto, amizade, influência.

Diário de Pernambuco – Algum deles vai participarde shows na turnê?
Nando Reis – Por enquanto, não. Foi só para a gravação mesmo.

Diário de Pernambuco – Você já declarou que música inédita não vende disco. Isso influenciou para gravar o Bailão?
Nando Reis – Um pouco. Não estava com vontade de inéditas. Há uma certa frustração no lançamento de novidades. Não toca, não vende. Queria fazer algo diferente.

Diário de Pernambuco – Quais as estratégias para um disco dar certo?
Nando Reis – Dar certo não é vender muito, mas realizar sua proposta. Eu não trato com o mercado. Hoje tem a pirataria, a internet, a morosidade do mercado. Eu gosto de fazer disco. O que posso fazer se as pessoas não gostam de comprar?

Diário de Pernambuco – Você é um dos artistas que mais recebe por direitos autorais no Brasil. Tem acompanhado as discussões sobre o assunto?
Nando Reis – Não.

Diário de Pernambuco – O que acha da forma como a arrecadação é feita pelo Ecad?
Nando Reis – Sou a favor de cobrar. Acho que todos os artistas devem receber.

Diário de Pernambuco – Escuta música pela internet? Já baixou alguma?
Nando Reis – Não. Nunca baixei, não sei nem como se faz.

Diário de Pernambuco – Sua conta no Twitter é atualizada constantemente, com mensagens e vídeos. Como tem sido sua relaçãocom a internet?
Nando Reis – Eu gosto do Twitter. Me divirto, comunico, escrevo. Uso muito como ferramenta associada ao trabalho. Tem também o site, que é atualizado com frequência, mas por uma empresa.

Diário de Pernambuco – Numa das atualizações, você comentou que assistiu ao jogo Náutico X Central. Acompanha algo do futebol pernambucano?
Nando Reis – Não acompanho. Vi porque estava em um cruzeiro (no qual fez show), era o que estava passando na televisão. Eu gosto de futebol, mas passa muito pouca coisa daí em São Paulo. (Nando assinou por cinco anos a coluna Boleiros, no jornal O Estado de S. Paulo)

Diário de Pernambuco – Você declarou se interessar por homens e mulheres à revista Billboard Brasil. A discussão gerada foi interessante ou ficou só no âmbito da fofoca?
Nando Reis – Eu acho um saco, porque entra numa área da minha vida pessoal que não é o caso. O povo enche o saco. Essas coisas trazem sempre mais invasão do que liberdade. Tratam esse assunto como forma de tachar as coisas.

17th fevereiro, 2011

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