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01 Aug 2013 | Sei

Fã Clube Nando Reis

CURITIBA-PR – MASTER HALL (18/06)

CURITIBA-PR – MASTER HALL (18/06)

Reunir 2, 3 mil pessoas e estas pessoas estarem felizes pelo fato de compartilhar canções é um dom, um acontecimento, uma concentração de energia…Quase um ritual de adoração, no qual o altar é o palco e o artista o deus…

Nando Reis Entrou no palco como um deus livre, com jeito pagão,  trajava jeans rasgado, camiseta branca e seu violão. Com ele Os Infernais pra completar o ritual. Primeiras canções, explodiu a arena. Ele  trazia um mistura de sentimentos,  uma nostalgia, uma saudade que ele compartilhou com todos. Cada dança, cada canção, cada pequeno discurso de amor a sua mãe,  cada revelação da tristeza que sentia naquela noite o tornava mais cúmplice e próximo daqueles que podiam entender sua capacidade de revelar-se, coisa difícil em cima de um palco, temos que ser despudoradamente  emocionais pra falar “ tenho saudade e uma criança eu sou”. Confesso que chorei. Todos nós sentimos falta de alguém na nossa vida..

Um show de rock afinal é canção, é som, é energia e acima de tudo emoção..Emoção de um show  que tem letras trocadas, lágrimas decorrentes de lembranças e “alegria lacrimejante uma categoria interessante de choro” como disse Nando…Entoou canções sacanas e divertidas “você não vale nada mas eu quero te comer”, afinal se a tristeza quer se chegar o artista arruma coragem e o show tem que continuar…Entoou antigas canções que nunca ficarão velhas…Estas mesmas que vocês gostam muito: Luz dos Olhos, Relicário, As Coisas Mais Lindas, Sua Impossível  Chance, canções que ficam guardas e que vez por outra Nando Reis traz a tona e que sempre são cantadas, nos primeiros acordes o povo já delira..

Chorou, sorriu, esfrego a barriga, provocou, tropeçou, fez mal criação porque não queria pegar o violão de volta quando generosamente o emprestou pra que seu amigo afinador tocasse, pisou no rayban, tirou e colocou a boina dezenas de vezes, errou a letra e ficou zangado por isso, errou a letra e se divertiu com isso. Fez discurso, lembrou de 95, de seu primeiro show em Curitiba, tava triste talvez, nostálgico ? Mas exauriu a todos nós de uma emoção e força inacreditáveis..Saímos todos saciados. 03 horas de show. 20 minutos de diálogos entrecortados de emoção e quase choro. Pelo menos eu chorei.

Um fato me chamou atenção:  bem ao meu lado presenciei durante todo o show uma demonstração de idolatria, desespero, obsessão..Uma mulher totalmente  fora de si chorava sem parar, falava coisas desconexas, gritava o nome do moço artista, ameaçava pular a grade e teve que ser contida por 3 seguranças que nitidamente não compreendiam aquela força advinda de um insanidade amorosa e apaixonada……”Moça pare de chorar, que assim você desidrata” falou um deles. Tive que rir…Essa idolatria renderia tese de mestrado…Mas deixemos pra lá. Cada qual a sua maneira sente extravasa o sentimento que a música desperta. Mesmo que pareça insano.

Depois ao sair na fria madrugada aquele  vento geladinho nos trouxe pra realidade e la atrás na arena em meio a dezenas de latas de cervejas amassadas, caos e cheiro de suor ficou também muitos pensamentos e muita emoção e o palco apagado…

Um show com  alma.

Equipe Fã Clube Nando Reis

20th junho, 2011

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