Sei
01 Aug 2013 | Sei

Fã Clube Nando Reis

ColuNando: Nando Reis para maiores +18

ColuNando: Nando Reis para maiores +18

Tudo começou em uma dessas ocasiões bem particulares. Num desses encontros casuais que a vida arma pra gente. Como um cara de vinte e tantos que mora parcialmente sozinho (inclua 4 gatos), encontros casuais acontecem sem grandes dificuldades. Nessas horas duas coisas me preocupam. A primeira é se a casa está limpa e organizada e a segunda é o som ambiente para dar “aquele clima”. Como um bom libriano solteiro sempre pergunto pra pessoa em questão “Você tem alguma preferencia do que ouvir?” e curiosamente as pessoas nunca sugerem nada. Claro que eu como bom (recém) fã digo “Tu curte Nando Reis?” pra minha sorte o ruivo é todo gostável então não há erro.

Nessa ocasião em questão coloquei o álbum “Sim e Não” que foi meu primeiro álbum do Nando (sim, ainda consumo cd’s físicos e me orgulho disso). Eis que, entre beijos, carinhos, e algumas outras coisas o disco guiou todo o encontro de maneira sublime! Durante todo o percurso notei algumas peculiaridades e isso me deixou reflexivo sobre uma série de coisas. Ouvir uma obra no escuro vivenciando certas intimidades te dá um barato impagável. Ao fim do encontro, acompanhei a pessoa até o portão, me despedi e acompanhei com os olhos até virar na esquina. Então corri pra casa para namorar o CD, o encarte por sí só é um tesão propriamente dito. Sempre curti todos aqueles detalhes envernizados, naquela fonte sobrea geralmente na cor branca. Viajei naquela arte e passei um bom tempo folheando àquelas folhas de gramatura espessa por algum tempo. Aquelas cores fortes de flores e corais em alta definição que quase se camuflam no meio do conjunto da obra. O Ruivão é foda. E chego a conclusão que as conchas fálicas, flores e corais hermafroditas tem um puta de um significado!

Sexo depois do casamento é liberado? Então ele já começa o álbum dizendo um sonoro “Sim” numa pegada pura e angelical a balada segue abrindo o álbum mais sexual e sensual do Sr. José Fernando e seus infernais.

Depois de muito tempo de espera para mergulhar nesse clímax que tem um clima quase de lua de Mel vem “Sou dela” com direito aquela introdução clássica com a pausa no instrumental que já ganha quem ouve!

Chegamos ao “N” que é uma dessas baladas gostosas que a gente adora. Vem com aquele refrão que está na cultura popular e as pessoas sabem cantar ainda que não conheçam a obra profundamente. A letra reflexiva sobre a espera pelo próximo encontro e todos aqueles questionamentos internos que fazemos com medo de perder a pessoa amada! Eu te entendo cara… Esses períodos sem ver a pessoa são foda! Gostosa pra aqueles pegas estilo “namoradinho”.

O ápice pra mim ainda é “Monóico” que vem pra derrubar os gêneros, preferencias e traz aqueles duplos sentidos que a gente ama. Com aquela batida que sempre me remeteram a sincronia do coito acompanhado dos gemidos da guitarra. Bombadas involuntárias ao ritmo da música, essa que alias, vai crescendo, ficando mais agressiva e estoura num orgasmo sonoro.

Amores impossíveis e amantes secretos? Também temos por aqui… “Nos Seus Olhos” traz aquele sentimento de gostar mesmo sem poder e toda a querência que essa situação traz consigo. Essas coisas que só quem viveu vai entender… Ainda consigo ver mais códigos aqui. Mas prefiro não me aprofundar. Vou guardar pra mim, é mais gostoso assim. Mas posso dizer que namorei essa faixa por horas… (!)

Aquela sensação de saber que algo bom está perto de acabar e ainda assim conseguir aproveitar até o ultimo minuto, o sexo, o amor, o relacionamento… Tudo também chega ao fim em “Santa Maria” Nando nos faz refletir sobre esse momento mostrando as suas dores e desamores… Casa perfeitamente com a faixa anterior!

Às vezes desses momentos fica uma semente… que floresce e vai crescendo… Como uma flor “Espatódea” vem como uma linda surpresa ao fim disso, além da promessa de algo novo nascendo e dando um novo sentindo para todas as coisas!

Sentimentos mudando, flores crescendo, filhos chegando e tudo mudando sem que tenhamos controle. Tudo se complementa. E o senhor Nando nos trás todas essas reflexões em “Para Luzir o Dia”

Sabe aquele sentimento de rever alguém e refletir sobre tudo que se passou entre vocês? Às vezes sem querer a memória traz velhas lembranças e sentimentos. Será que se deve reatar? Pois é… É o que diz “Como Se o Mar.

Sim… Tudo muda quando notamos que assuntos passados não terminaram ainda… é a hora de pedir “Pra Ela Voltar”.

“Caneco 70”Um rock reflexivo sobre toda história até então… Talvez o “Sim” que ao chegar ao fim virou “Não” tenha ganhado a cor preta na capa do disco pra simbolizar essa mudança. A canção muito bem construída nos entrega parte da vida do cantor com os seus erros e acertos. Vem que de leve encerrando o álbum. Mas espera… a catarse ainda não se fechou!

“Ti Amo” ( Eu também te amo Nando!!!!) vem com aqueles acordes gostosos como uma declaração de amor quase em forma de mantra, que vai diminuindo até se perder em um silencio completo (seria o hiato que ficou longe da pessoa amada sem poder dizer “Ti amo”?) , depois de alguns minutos a música volta para dizer que o disco agora sim acabou.

O disco acabou… e é engraçado que eu poderia ouvi-lo de novo e de novo… Pois a história se repete… O “Sim e Não” na capa do álbum parecem colocados de forma estratégica, um contrário do outro e em cores diferentes. Talvez para simbolizar as escolhas que somos obrigados a fazer e como uma as vezes é oposta e diferente da outra. Não dá pra ter tudo ao mesmo tempo.

Isso me deixa bastante reflexivo porque… o encontro foi bom, mas o CD é melhor!
Procurando por pessoas que sejam mais legais que Cd’s. Será que elas existem? Bom, Talvez sim e talvez não!

Por: Wesley Salomão
Equipe, fã clube Nando Reis

16th agosto, 2015

11 Commentários

11 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *