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01 Aug 2013 | Sei

Fã Clube Nando Reis

CHEVROLET HALL BH-MG (25/03)

Poucas vezes foi tão difícil escrever um texto. É segunda-feira, três dias após o show, e nada do que tento colocar no papel parece traduzir exatamente a noite de estréia do Bailão do Ruivão em Belo Horizonte. Transformar as sensações em palavras parece meio vago, descrever apenas parece meio frio demais. Mas vamos aos fatos…

Mais de 200 quilômetros de estrada, três horas e meia de viagem, mais algumas horas de espera até o show e muita ansiedade. Ao chegar ao Chevrolet Hall, eu, assim como o restante da imprensa que cobriria o show, fomos encaminhados para a área destinada para fotografarmos as três primeiras músicas do show, conforme é determinado pela produção de Nando Reis.

Assim foi feito. Eu, uma profissional de jornalismo fã do Ruivão, ou, naquela circunstância, única e tão somente fã, ali, tão pertinho, mal conseguia ligar a bendita câmera quando Nando entrou no palco, às 22:32, agitando o público ao som de ‘Venus’. Em seguida, ‘Agora só falta você’ e ‘Sou dela’.

Ao fim das três primeiras canções, foi então solicitado que toda a imprensa se retirasse da área. Saímos e fomos informados que não poderíamos voltar ao show. Desespero. Acho que foi isso que senti nessa hora. rs. Seria no mínimo um crime, uma injustiça absurda deixar o show do Nando após ter assistido apenas três músicas.

Mesmo sob protestos dos demais fotógrafos, teríamos que aguardar para saber se seria possível a nossa volta. Enquanto isso, o show acontecia e eu estava perdendo boa parte. Depois de fazer um drama gigante pra convencer o segurança a deixar que eu assistisse ao show, consegui voltar. rs. Quanto ao restante dos colegas da imprensa, ainda não soube se eles retornaram ou se tiveram mesmo que ir embora do Chevrolet Hall.

De volta à arena, já havia perdido pelo menos meia hora do show. Cheguei a tempo de ouvir ‘Luz dos Olhos’ e a perfeita ‘No Recreio’.

Durante as duas horas e meia de show, Nando levou ao público as canções que gravou no Bailão quase em sua totalidade e seus vários grandes sucessos. Ele também colocou em prática o que disse em uma das pausas que fez. Por considerar que a acústica do ambiente não favorecia para que os espectadores ouvissem quando falava, o Ruivão avisou que naquela noite a ordem era “tocar mais e deixar que as coisas nos toquem”. E assim fez.

Após deixar o palco, Nando retornou para o bis com ‘Pra você guardei o amor’ e ‘Segundo Sol’. Impossível não lembrar de Cássia Eller em um show na cidade onde ela passou boa parte de sua vida.

Logo em seguida, uma seqüência que classifico como, no mínimo, paradoxal: a sertanejíssima ‘Nuvem de lágrimas’ – o Chevrolet Hall foi ao delírio nesse momento. rs. – e a rock’n roll ‘Bichos Escrotos’. Confesso que nunca imaginei ouvir o Ruivão cantando a música que foi sucesso nas vozes de Chitãozinho e Xororó e Fafá de Belém, mesmo com o advento do Bailão. Foi lindo e divertido. rs.

Por falar em divertido, ainda no bis, ‘Você não vale nada’ mostrou a sempre especial interação entre o Ruivão e suas backing vocals Micheline Cardoso e Hanna Lima.

Para encerrar o Bailão, aquela que Nando define como uma de suas músicas favoritas: ‘Lindo Balão Azul’.
Um show indescritível: assim considero o Bailão do Ruivão em BH. Perfeito, lindo, sensacional… Indescritível mesmo! Até o susto de quase ser colocada para fora do show valeu a pena. Nando consegue ser mais encantador a cada apresentação. Os Infernais, impecáveis, como sempre. Poucas vezes presenciei um vínculo tão forte entre cantor e público em uma apresentação como na última sexta-feira. Não foram poucas as músicas em que ambos cantaram em uníssono, ou mesmo aquelas em que o Ruivão deixou que a platéia protagonizasse o show. E que show!

Bom, foi isso. Não posso deixar de agradecer à produção do show do Chevrolet Hall que viabilizou a minha presença representando o FC Nando Reis no Bailão.

No mais, ainda aguardo pelo dia em que assistirei ao show do Nando sem que nada inusitado aconteça. rs.

Texto enviado ao fã clube por: Renata Silva

Veja fotos: AQUI

28th março, 2011

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