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01 Aug 2013 | Sei

Fã Clube Nando Reis

BELO HORIZONTE-MG(22/10)

BELO HORIZONTE-MG(22/10)

POTSAos 22 dias de outubro, uma proposta cultural na capital mineira que apresenta vários ritmos brasileiros em uma mesma tendência: o samba-rock. Ao falar de samba, destaca-se uma artista com seu estilo ímpar de “africanizar”, Mart’nália. Esta foi a primeira a se apresentar, esquentando os tambores. Em seguida, sobe ao palco Nando Reis e os Infernais. Sobre este último, leia-se…

Sob aquele clima tépido de (quase) lua cheia, os artistas ambulantes, entre uma multidão de transeuntes ocasionais, ensaiavam torres humanas deliberadamente derrubadas. Alguns passos mais além, postavam-se os que preferiam consultar os errantes recém-chegados do outro lado do monte, que traziam notícias, verdadeiras ou não, ao menos mais interessantes.

Quis a fatalidade que o bom tempo se mantivesse. Uma alegria tênue tomava conta de mim: “esperei por tanto tempo, esse tempo agora acabou. Demorou, mas fez sentido, fez sentido que chegou…”! Eu – frente à magia das letras, do som, das cordas, da poesia, dos óculos escuros e uma boina que marcavam um estilo único – ficamos pobres de palavras que pudessem fazer alguma diferença.

O fato, contudo, é que uma nuvem de cores desiguais se formava sobre nossas cabeças – que ferviam, diante daquele cenário que só esse músico poeta e infernal consegue compor.

Silêncio! Porque ao chegar Nando Reis e os Infernais, as palavras que dançam nas cordas e nas teclas dos instrumentos atraem um segredo absurdo pra dentro dos fãs, de forma que os mesmos se manifestam como um coral contagiante e harmônico. Um mix de “Você sou Eu, sou Eu Você…!”

(Eu, então, escrevia uma carta invisível, contando os acontecimentos ali vividos e falados.)

Uma descoberta: Nando parecia não ansiar pela compreensão das leis gerais que governavam o obscuro poder feminino, mas, simplesmente, um lugar no coração de uma mulher-mãe, sendo ele “um filho-pai, apenas criança”.

Outro momento contagiante é aquele em que se fazem planos. Planos para que se possa deixar a luz do segundo sol adentrar às nossas vísceras e construir um caminho para quando o arco-íris encontrar o pote de ouro ao longo dos nossos passos errantes – queremos voar entre as pipas que os comerciantes fabricam para brincar com nossas fantasias.

Tantas horas de angústia associada à espera do grande evento poderiam ter sido evitadas se entendêssemos, entretanto, como é singelo, poético, simbólico, inexorável a forma como Nando deixa dançar as letras e voar as palavras…

A partir dali, e para sempre, prescindiria o amor, aquele que “sempre quis mostrar, o amor que vive em mim, vem visitar, sorrir, vem colorir, solar, vem esquentar”. Isso é o que dança na subpele da nossa anatomia quando o Ruivo tece o berço do seu lar.

As palavras pedem passagem para o som de Nando Reis e os Infernais; sendo assim paramos por aqui, mas não sem antes agradecer à Cristina Sanches pela credencial cedida para que a fotógrafa/jornalista que representava o Fã Clube, Camila Menezes, pudesse fazer a cobertura do show. Estranho seria não sermos gratos pela oportunidade de presenciar mais um dos grandes eventos da Música Popular Brasileira na inconfundível voz de Nando Reis. Uma carreira de sucesso também se faz de parcerias!

CLIQUE AQUI e veja as fotos do show.

23rd outubro, 2010

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